Aceito encomendas de pinturas e desenhos. Entre em contato pelo e-mail: semacucar-porfavor@hotmail.com

Mostrando postagens com marcador emocionada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador emocionada. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de março de 2017

VI Semana Nacional do Cérebro 2017


Tive o privilégio de palestrar na VI Semana Nacional do Cérebro sobre minha experiência como aluna de pré iniciação científica do Laboratório de Neurofisiologia e Neuroetologia Experimental da USP. (Em breve vou postar os videos da apresentação)
Falei sobre o que forma nosso comportamento (Nature and Nurture), a importância da linguagem e o contato social em várias espécies, estresse precoce e depressão, ocitocina e resiliência, e a importância da brincadeira para o desenvolvimento do cérebro infantil. Entretanto, o mais importante em tudo isso foi as amizades valiosas que fiz. Estou imensamente feliz e grata pela oportunidade!


A pré iniciação científica foi uma experiência única na minha vida! Mudou a minha forma de enxergar as coisas, pois percebi que existe uma cientista exploradora dentro de mim e que ainda há muitas coisas a serem descobertas. Também me ajudou a ser mais humilde, porque não sei nada.
Fiquei feliz ao ver o amplo progresso da ciência no nosso país durante a Semana Nacional do Cérebro (que precisa ser melhor divulgado). E o esforço em introduzir pessoas que estão fora das universidades é muito importante, pois as pesquisas são em prol da sociedade e os resultados devem voltar para ela.
Assim que chegava em casa do curso, eu escrevia um texto resumindo o que eu aprendi no dia- isso sempre me ajudou a gravar melhor a matéria, a memorizar os conteúdos. Então, como tenho o blog Sem Açúcar onde compartilho meus desenhos, eu aproveitei pra divulgar os diversos temas que estudei na USP. E poder devolver isso pra sociedade foi um presente pra mim!
Eu quero agradecer em especial a Livea Godoy e o Norberto Garcia-Cairasco, que me ajudaram muito e eu jamais vou me esquecer da forma como eles me acolheram, apoiaram e trataram com amor. Eles realmente me adotaram! Agradeço de coração por todo o aprendizado, que excedeu o acadêmico e se tornou humano!


Desenho rápido que fiz na Oficina de arte sobre Neurociências na Semana Nacional do Cérebro de 2017. 💡Cabelos feitos de neurônios e raízes de árvores (ou nervos) adentrando o rosto sereno de quem ama refletir sobre a vida!!




segunda-feira, 4 de abril de 2016

Magnífico


 Ontem, durante a reunião, uma moça estava com um bebê de apenas 8 dias. Ela queria amamentá-lo, então o colocou em meus braços para ir buscar uma cadeira. Eu nem me lembrava de qual havia sido a última vez que segurei um bebê no colo. Uma vida em minhas mãos. Eu fiquei totalmente absorta e apaixonada; aproveitei para apreciar cada detalhe daquela criatura tão pequena, tão frágil, mas ao mesmo tempo tão complexa, tão importante e tão viva. Os olhinhos, o narizinho, a boquinha, a textura da pele, o cabelinho, as mãozinhas, as pequenas unhas e veias.
 Emocionei-me porque ali estava uma nova vida. Ali dentro batia um coração, sangue corria por aquelas veias tão pequenas. Ele estava vivo; era um verdadeiro milagre!
 Sempre contemplei a natureza, as estrelas, a lua, as galáxias e planetas gigantescos- coisas inimaginavelmente maiores e poderosas que estão bem longe de mim. Mas naquele instante, eu contemplei algo muito mais valioso do que qualquer estrela do universo. Um ser vivo que estava junto ao meu corpo.
 Conclui que coisas pequenas também tem seu valor; às vezes até superior. Não podemos permitir que o estresse e a ansiedade do dia a dia ofusquem nossos olhos de enxergar a magnitude desses detalhes. Devemos tirar tempo para meditar e nos emocionar por coisas belas- por pessoas.

sábado, 5 de setembro de 2015

Lua


“Sabe no que eu estava pensando?”, disse ela, “Toda noite nós podemos ver algo que existe há bilhões de anos. A lua é fiel; não falhou em aparecer uma única vez. É emocionante pensar que podemos apreciar algo que já foi contemplado por inúmeras pessoas. É como se eu pudesse ver uma antiga e íntegra peça de museu, que me faz perder a noção do tempo- porque ela mesma sobreviveu ao tempo. Estoura a guerra, acaba a guerra; uma geração vem e outra vai, mas ela sempre está ali. E não importa onde eu esteja, sei que posso enxergar a mesma coisa que você, ao mesmo tempo. Isso nos aproxima do resto do mundo!”

“Ao mesmo tempo”, garantiu ele.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Reflita na intensidade da vida

Este é, com certeza, o vídeo mais tocante e intenso que já vi.
 O fotógrafo norueguês, Terje Sorgjerd, é apaixonado pela natureza e registra as mais belas paisagens do mundo. O vídeo "A Montanha" é um dos trabalhos mais lindos que já vi. Essas imagens impressionantes foram feitas no topo da montanha mais alta da Espanha, El Teide, a mais de 3.700 metros de altura.
Como o próprio Terje diz na descrição do vídeo, o observatório no topo dessa montanha é considerado um dos melhores lugares do mundo para ver estrelas e isso era justamente o que ele queria. Flagrar momentos de tirar o fôlego da Via Láctea.
É possível entender como a Terra se move- o que, para nós, parece imperceptível- e como o universo é incrivelmente vasto. As nuvens parecem ondas do mar. As estrelas parecem infinitas. Impossível não se emocionar com a magnitude da criação.
Clique no play abaixo e se deixe hipnotizar por essas imagens. Dica: a experiência fica ainda melhor se você aumentar o som e assistir em HD.

Eu sempre choro quando assisto. Tem uma melodia profundamente linda e as imagens são surpreendentes. Dá para perceber o movimento de rotação da Terra e ver uma pontinha do que constitui o Universo. Nós somos tão pequenos, menores do que um grão de poeira no meio deste vasto e maravilhoso Universo. Enxergamos apenas a pontinha do alfinete do que pode ser chamado espaço sideral. Somos minúsculos, mas não somos insignificantes. Somos dotados de qualidades que nenhuma outra espécie tem. Temos qualidades como amor, justiça e a capacidade de raciocínio. É impossível ver essas imagens e não acreditar que existe um Criador.


Não é incrível o fato de tudo ter ocorrido exatamente como precisava ser para que você ter tido a chance de nascer e viver?! 
O mundo! Neste caso eu nunca o alcançaria. Jamais viveria o grande segredo.
O espaço! Nunca ergueria a vista para contemplar o esplendor de um céu
estrelado!
Perguntem aos seus pais como eles se conheceram. Quanto mais minuciosa for a história, tanto mais dá nos nervos ouvi-la, pois bastava alterar um pequeno detalhe para que o final fosse totalmente diferente, para que vocês não tivessem nascido. Aposto que há milhares e milhares de ínfimos pormenores que teriam modificado absolutamente tudo, e vocês não teriam tido a menor chance.
Ou, para citar o meu inteligentíssimo pai: a vida é uma loteria gigantesca, na qual só os números vencedores são visíveis.
Você que está lendo este isto é um número vencedor. Sorte sua!
- Livro A Garota das Laranjas, Jostein Gaarder.








terça-feira, 17 de junho de 2014

3x ♥

 Assisti "A Culpa é das Estrelas" três vezes. Duas vezes dublado, uma vez legendado. Amei, amei e amei! Chorei em todas as sessões! ♥
 Se ainda não foram, recomendo que se apressem, pois, pelo visto, sairá de cartaz nesta quarta-feira (18/06).

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Terje Sorgjerd

O fotógrafo norueguês, Terje Sorgjerd, é apaixonado pela natureza e registra as mais belas paisagens do mundo. O vídeo "A Montanha" é um dos trabalhos mais lindos e intensos que já vi. Essas imagens impressionantes foram feitas no topo da montanha mais alta da Espanha, El Teide, a mais de 3.700 metros de altura.
Como o próprio Terje diz na descrição do vídeo, o observatório no topo dessa montanha é considerado um dos melhores lugares do mundo para ver estrelas e isso era justamente o que ele queria. Flagrar momentos de tirar o fôlego da Via Láctea.
É possível entender como a Terra se move- o que, para nós, parece imperceptível- e como o universo é incrivelmente vasto. As nuvens parecem ondas do mar. As estrelas parecem infinitas. Impossível não se emocionar com a magnitude da criação.
Clique no play abaixo e se deixe hipnotizar por essas imagens. Dica: a experiência fica ainda melhor se você aumentar o som e assistir em HD.










sexta-feira, 6 de junho de 2014

OK? OK!


 Acabei de assistir ao filme; tô chorando até agora. É indescritivelmente lindo. Fiel ao livro, porém a experiência é diferente. Chorei muito mais no filme do que no livro. Isso porque vi aquelas personagens com vida, com dor, com sentimentos. Eu realmente pude senti-los.
 Fui quem mais chorou no cinema. Fiquei tremendo descontroladamente durante toda a sessão- espero que ninguém tenha reparado- de emoção. Saí de lá parecendo um zumbi- com olhos vermelhos e inchados.
 Durante o filme, estava tão emocionada que nem acreditei que realmente estava assistindo. Esperei durante meses.
 Quando a telona escureceu, e os soluços permaneceram, caminhar até a saída foi um desafio. Isso sempre acontece comigo- fico tontinha quando saio do cinema; ao descer as escadas, pareço estar em transe.
 Foi incrível. Incrível.
 Voltei pra casa ouvindo a trilha sonora que havia baixado em meu celular.

Trilha Sonora "A Culpa é das Estrelas"

Chorando só de ouvir essa música. Tô arrepiada!










Trilha sonora:
1. All of the Stars – Ed Sheeran
2. Simple As This – Jake Bugg
3. Let Me In – Grouplove
4. Tee Shirt – Birdy
5. All I Want – Kodaline
6. Long Way Down – Tom Odell
7. Boom Clap – Charli XCX
8. While I’m Alive – STRFKR
9. Oblivion – Indians
10. Strange Things Will Happen – The Radio Dept.
11. Bomfalleralla – Afasi & Filthy
12. Without Words – Ray LaMontagne
13. Not About Angels – Birdy
14. No One Ever Loved – Lykke Li
15. Wait – M83
16. Best Shot (Bonus Track) – Birdy & Jaymes Young

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Cabeça Fraca


 Esqueci o que ia digitar.
[...]
 O post será exatamente sobre isso: Lembranças quase apagadas e ressuscitadas com um clique. Um dia desses eu estava conversando com minha mãe sobre cacos de vidro, pois ela havia derrubado um copo que em um momento tinha forma definida e em outro se espalhara em um bilhão de pedacinhos. Disse que, quando criança, eu tinha trauma de cacos de vidro pois toda semana alguém derrubava algo, um prato ou copo, e algum caquinho tinha que se enfiar em meus dedos. Lembro-me que meus pais me colocavam sentada na mesa da copa, a luz amarelada meio fraca, e caçavam os minúsculos caquinhos com uma pinça. Aquilo era tortura. Quase nunca encontravam e eu dormia com aquela dor latejante. Incrível como uma pequena, insignificante e leve partícula pode causar uma dor tremenda.
 Recordo-me também de quando um raio de sol entrava sorrateiro em meu quarto. A suave luz passava pela fresta da porta entreaberta- meus pais sempre a deixavam entreaberta- e divinamente ia de encontro com meu rosto, avisando-me que era fim de semana e que não teria aula. Minha cama parecia estar estrategicamente posicionada no local aonde o raio repousava. Sinto falta daquilo.
 Havia um balanço colorido na varanda. Eu pegava tanto impulso e me balançava tão alto que quase tocava o telhado. Ou enrolava ao máximo a corda e rodava até ficar tonta. Um dia eu estava em pé me balançando e caí de joelhos no cimento. Ralados, esfolados, sangrando. Algumas semanas depois, quando sararam, marcas de pontinhos ficaram. Eu pensava que era o pó do cimento que havia entrado na pele e que permaneceria para sempre. Hoje sei que o nome disso é: CICATRIZ. Tenho sardinhas nos joelhos.
 Não há nada mais divertido do que se arriscar subindo no telhado de casa. Meu pai, irmão e eu fizemos isso algumas noites. Não me lembro se para ver os fogos ou estrelas. Lembro-me que a visão superior e ampla dos telhados dos vizinhos e a sensação de que poderia escorregar a qualquer momento era muito boa. Meu pai, muito cauteloso, ia tateando por onde pisávamos- eu ficava imaginando se as telhas se romperiam ou não-, daí nos sentávamos e contemplávamos.
 Passávamos algumas noites brincando de fazer sombra de bichinhos com uma lanterna. Eu consegui fazer um gato perfeito, mas nunca mais me lembrei qual era a posição.
 Lembro-me de poder ver o céu, com suas belas nuvens ou com suas majestosas estrelas. Na casa em que mudei há alguns anos, mal dá para ver o céu. Estamos confinados e estressados entre muros e mais muros. Vivemos em caixas- se é que vivemos. Se eu fosse digna da confiança de meus leitores, diria que não há nada que eu sinta mais falta do que o céu. A minha hora preferida do dia é no fim da tarde, quando o sol se põe, pois tudo fica alaranjado e nostálgico.
"Eu definitivamente deveria sair mais no fim de tarde, relembrar os velhos tempos. Talvez haja mais memórias enfraquecidas em mim. Talvez eu precise de apenas mil ou dois mil pôr- de-sois para reanimá-las.
 Fim de tarde. Magia no céu. Aquarela misturada. Nuvens brincam de se fantasiar de rosa, laranja e lilás. Fim de tarde, melhor hora que há.
 Sinto falta da brisa, sinto falta do céu, sinto falta de um quintal grande pra brincar, de uma bicicleta pra andar, de uma expansão azul para observar, do anoitecer, da luz amarelada de uma varanda velha pra passar o tempo jogando conversa fora. Realmente sinto falta da brisa. Sinto falta do vento e de qualquer coisa que me bata e que me toque para me fazer sentir novamente viva.
 Sinto falta de me sentir viva."


Leia também: Não falta chão, falta céu.
Post relacionado e inspirado.

domingo, 6 de abril de 2014

A Culpa é do Meu Estômago


Eu estava prestes a iniciar o enterro do Gus, quando meu celular vibrou ao meu lado.
“Tem planos pra hoje?”
Dona de lindos cabelos cacheados, Amanda- uma garota muito legal, com quem eu queria realmente ter amizade-, me convidou pra ir ao shopping bater perna porque ela queria comprar um livro. Não que eu tivesse dificuldade pra fazer amigos; pelo contrário, eu tinha muitos, mas péssimos. Deve estar se perguntando como sei que ela seria diferente e porque a julguei prematuramente uma boa amiga. É porque ela está separada, assim como eu, da imundice desse mundo e não segue os padrões rebaixados do mesmo.
 Eu estava com o cabelo todo ensebado, olhos inchados e vermelhos de tanto chorar, parecendo um sapo, deitada no sofá lendo “A Culpa é das Estrelas”, quando recebi o convite. Hoje eu acabo de vez com esse livro, pensei. Mas meus planos mudaram quando recebi a mensagem, que veio em boa hora, pois eu precisava mesmo ir ao shopping comprar um suplemente vitamínico pra Wendy, minha tartaruga- isso não vem ao caso.
Ás dezenove e meia em ponto, ela tocou o interfone. A viagem para o mais novo shopping da cidade não foi tão longa levando em conta que ficamos batendo papo no carro. Quando o pai dela estacionou e ela desceu, fiquei esperando que ele descesse também. O pai dela é muito legal e já se tornou um grande amigo. E a viagem até o shopping é muito longa para apenas uma carona, por isso presumi que ele fosse conosco. Mas não.
 Esqueci de dizer: Dentro do carro perguntei à ela que livro ela tinha em mente comprar, e ela respondeu “A Culpa é das Estrelas”. Contei, empolgada, que eu estava terminando exatamente esse livro quando ela me chamou pra dar uma volta e que é muito bom, e que ela vai chorar muito, e amar e amar e amar.
 Bom, retomando, entramos na livraria e demos de cara com o tal livro do John Green; ela estava muito indecisa sobre comprar ou não, mas eu a convenci. Logo peguei “Destrua Esse Diário”, que sempre achei muito interessante, mas assim que vi meus 19 reais sendo rasgados, amassados e pisados, figurativamente, fiquei indecisa sobre comprar. Antigamente eu pensava que o “Destrua Esse Diário” era um livro que continha uma história, e eu não entendia porque ele era tão famoso se eu nunca sequer vi uma sinopse. Quando descobri que ele instruía seu dono a, literalmente, o destruir, eu achei a ideia muito boa e libertadora. Deve ser bom pra pessoas tímidas e retraídas se soltarem. Eu sabia que, assim que o comprasse, estaria assumindo um compromisso invisível de cumprir todas as instruções do que devia fazer com ele.  Mas, porém, entretanto, eu também não queria “jogar meu dinheiro fora” e, acredite, tem muitos cupcakes por aí, esperando para serem devorados por mim, tendo como última visão meu dinheiro sendo queimado por eles, antes da mordida fatal. Claro que Amanda retribuiu meu incentivo, e também que convenceu a comprar o livro.
 Saindo de lá, passamos por um corredor muito movimentado e procuramos nos informar. Que exagero dizer que procuramos nos informar, nós apenas lemos uma placa em que dizia: “Experiência Escher” e entramos. Havia me esquecido que ainda estava tendo aquela exposição e fiquei com um sorriso de orelha a orelha por não ter perdido nem passado reto. Quadros ilusionistas e psicodélicos maravilhosos. Desenhos que observei de perto para crer que foram mesmo feitos a caneta. Vocês nem imaginam como é difícil desenhar a caneta. Acho que nunca, jamais, serei capaz de reproduzir tantos detalhes e aquela arquitetura perfeita. O tempo todo fiquei pensando: “Veja as coisas que o homem é capaz de fazer”.







O que mais gostei foi Metamorphose, abaixo. Se tiver como vocês aumentarem, ou verem outra imagem dessa obra, seria muito legal. Faz parte de um quadro só, em sequência.

Logo depois tiramos fotos nos gigantes cenários psicodélicos e inteligentes de Escher: Em um, parecíamos cair em um buraco sem fim (perdoem minha descrição limitada); em outro, com ilusão de ótica, a pessoa que se localizava em um canto da sala ficava gigante, enquanto a outra, do outro lado, ficava minúscula. Pelo menos uma vez em minha vida, senti o prazer de ser “alta”.



Fui á uma loja de animais ridiculamente enorme, em busca do complexo vitamínico da minha tartaruga, que vive doente, mas não tinha. Achei absurdo terem tanto espaço, tanta coisa, e não o necessário. O meu necessário. O necessário da Wendy.
 Procuramos um lugar legal pra comer e paramos em uma loja com um cardápio convidativo a qualquer ser humano com a capacidade de enxergar, mas completamente não-recomendado para diabéticos. Decidimos pedir um sandae, o meu tropical e o dela, frutas vermelhas. Nos sentamos nas mesinhas que se encontravam do lado de fora do shopping, cercado apenas por vasos de plantas, sem nenhuma cerca ou marcação definitiva; o local era tão pequeno que acho que só havia três mesas com guarda-sóis inúteis (pois estava de noite) e, além de nós, apenas uma família se encontrava lá. Uma pena não ter outras mesas dentro do shopping, porque fora do ar condicionado, estava um forno. Tivemos longas conversas e vi que temos muito em comum. Eu estava tão envolvida no assunto que nem reparei quando nossos copos (grandes demais, pra ser sincera) recheados de pedaços de frutas diversas com sorvete e cobertos até o topo com chantilly chegaram. Reparei menos ainda quando a tal família foi embora. Rimos de chorar e demos de cara com o clichê que sempre nos é apresentado: “Esse mundo é pequeno demais”, pois descobrimos que eu conheço algumas pessoas que ela conhece. Amigos em comum.
Na volta, me senti aquela criança de 8/9 anos que se inclinava ao máximo para ver as estrelas pela janela do carro- desejei que ninguém me visse olhar com tanta nostalgia as belas lanternas flutuantes, fazendo referência ao filme Enrolados. Uma música do Coldplay tocou suave ao fundo. Não sei que música era, mas todas as músicas deles são boas. Julgo-as perfeitas para estarem na lista das que são tocadas nas lojas de roupas do shopping (Você sabe o quanto é legal vestir uma roupa qualquer em um provador qualquer com uma música bonita que sistematicamente tem que combinar com o ambiente compulsivo pelo qual você sente prazer em estar?). Eu gostaria de ouvir uma música do Coldpay enquanto faço compras compulsivamente.
 Enquanto olhava para a escuridão do outro lado da janela, fiquei pensando em como a vida é engraçada e em como as consequências de nossos atos podem fazer cócegas na barriga: Mais cedo, no mesmo dia, estava eu chorando no meu sofá, deitada confortavelmente, apenas desejando que ninguém mais da casa acordasse para que eu pudesse ler em paz sem o barulho da televisão; bastou um convite feito por SMS para que todo o meu futuro a curto prazo se mudasse drasticamente. Em vez de mais um dia normal e tedioso, lá estava eu fazendo uma viagem a noite (porque, como eu disse, o shopping era muito longe e a gente até passava por estradas). E eu amo viajar a noite. Fiquei pensando em como era legal o fato deu decidir onde eu poderia estar. Depois de tantos anos presa a uma casa onde mal dá pra ver o céu, fico feliz quando me encontro em lugares com o céu aberto.
 Tudo estava tão escuro que nem dava pra ver a divisão entre chão e céu. Aos poucos as luzes da cidade (estraga prazeres) me ajudaram a distinguir a linha do relevo. Passamos por um contorno de árvores perfeitamente enfileiradas em cima de um monte, e as estrelas que enfeitavam a cortina esticada logo atrás tornava mais lindo aquele “quadro”. Estávamos separadas apenas por um vidro de janela de carro, a paisagem e eu.
Chegando em casa, não resisti a tentação e folheei cada página do “Destrua Esse Diário”; eu não queria estragar a surpresa das coisas que terei que fazer, mas pensei “ah, que se dane, amanhã eu esqueço”.
Hoje acordei cedo demais e isso vem acontecendo com frequência. Decidi terminar “A Culpa é das Estrelas”, o que é meio triste, porque não queria que acabasse. O livro me proporcionou por 3 dias uma experiência deliciosa. Dei boas gargalhas e derramei lágrimas amargas.
Não me importei com o que algumas pessoas disseram na escola, me julgando: “Nunca lerei esse livro. Já virou modinha”.  Eu queria ter tido essa experiência. Eu queria saber qual é, afinal, a história da Hazel Grace e do Augustus Waters. Eu queria ser mais uma pessoa que leu o fomoso livro “A Culpa é das estrelas” e não me importava com o que pensavam disso. Confesso que esse desejo cresceu dentro de mim no exato momento em que vi, pela milésima vez, o trailer do filme que estão produzindo a partir do livro. O ator que escolheram pra representar o Gus é extremamente lindo, pro meu gosto, e foi ele quem mais me motivou a ler. Recordo-me que semana passada, quando esse desejo começou a queimar dentro de mim, pesquisei todos os filmes da Shailene Woodley, de quem já me tronei fã, e fiquei ESPECIALMENTE LOUCA pra assistir ao filme “The Spetacular Now”- porém, não encontrei na locadora e aluguei “V de Vingança” e “Gravidade” (Recomendo que assistam aos dois filmes; são de tirar o fôlego e indescritíveis (“V de Vingança” é citado no livro “A Culpa é das Estrelas”)). Não consegui ler imaginando os personagens de outra forma sem que fossem como os vi no trailer. Pude ver, verdadeiramente, o sorriso torto do Gus em cada página representado pelo ator Ansel Elgort, e juro que pude ouvir cada palavra inteligente saindo da boca da Shailene Woodley.
Não consigo ler com barulho. Por isso morro de raiva quando meus vizinhos decidem, sem me avisar, cantar e tocar pagode e soltar fogos de artifício- sem o menor sentido nem data comemorativa. Eu estava lendo as últimas páginas quando soltaram fogos, daí dei um pulo e perdi o ar.
 Sempre que acabo de ler um livro ou de ver um filme no cinema, tenho uma estranha sensação de vazio. Meu estômago começa a revirar e eu fico meio fora do ar, em transe. Isso sempre acontece. Dentro da sala escura do cinema é ainda pior, porque eu fico muito tonta com as pernas bambas enquanto desço as escadas e me agarro nas paredes pra não cair. Bem, eu odeio essa sensação de vazio e perda quando acaba um livro. Odeio.
 Estou me sentindo, particularmente, mal por não ter compreendido com clareza a grandeza dessa obra de John Green. Bem antes de acabar a leitura, eu havia me comprometido a lê-lo novamente, para entender cada expressão e interpretar cada palavra da forma correta.
 Minha análise (de mim, não do livro) agora: Espero que esse nó corriqueiro no estômago passe, e espero me sentir novamente próxima aos personagens dessa história fabulosa que a pouco encerrei. Fiquei feliz por ter me permitido me sentir mais uma jovem que lê John Green e que chora com histórias ficticiamente verdadeiras. “A Culpa é das Estrelas” é totalmente diferente do que eu pensei. Pra ser sincera, não montei uma pré-história na minha cabeça antes de começar a folhear o livro, mas não imaginei a dor e a afinidade que palavras poderiam causar em mim.
 Eu amei.
Amei sentir o que senti.
- Okay, Ansel Elgort, eu aceito me casar com você.
- Okay.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O adoçante

 Sêis viram? Xêêsus! Ficou lindo demais da conta!
 Estou bolando o novo banner do Blog faz tempo. A ideia começou quando fiz aquelas fotos para o post com glitter; escrevi em um papel o nome do blog e fiz um U parecido com uma xicrinha.

Esse desenho demorou muito pra ficar pronto. Trabalhei em cada detalhe e fiz com muito carinho para todos vocês. Muita coisa também mudou; o plano de fundo agora é de açúcar e o modelo do blog é outro. Espero, do fundo do coração, que tenham gostado. 

Desenhei com base a foto abaixo:
DROGA! Esqueci do dedinho!!!



Lembram-se da crônica que escrevi, Le Jardin Secret? Já havia mostrado para vocês o desenho que fiz dos personagens. Mas aproveitando que passamos na papelaria, escaneei também aquele desenho para a qualidade ser maior. Gente, me apaixonei por esse desenho. ♥

sábado, 23 de novembro de 2013

Retrospectiva 2013

 Separei os registros dos meus marcos mais importantes nesse ano.

Esse ano eu dancei macarena:

Comi pra caramba no shopping:

Tirei foto da Jade sem ela perceber. Porque, apesar de linda, ela tem um distúrbio antifotografias e me batia se eu registrasse a beleza dela:

Estreei no Blog um quadro chamado Tomate Cru, em que basicamente eu tinha que tirar fotos com caretas em lugares inapropriados:

Jade e eu fomos no Park do Gorilão- apesar de ser para crianças, foi muito divertido:


Jade esbanjando beleza ↨

Comi pizza mergulhada na coca no dia em que conheci o AP da Jade:


Tentei subir no para peito, mas não alcancei:



Cozinhamos Pancakes no AP da Jade:
Fiz andorinhas *o* ↑
Montanha de figuras que fizemos:

As pancakes ficaram deliciosas...
SÓ QUE NÃO!
Não façam! Não tem sabor de nada!


Estreei o quadro Frases Filosofadas, em que posto frases contrariamente inteligentes. Mande a sua!

 "Detesto dor de cabeça porque a cabeça dói!"Jade

" Senta pra pular!"- Jade. Como assim?

"Segura o carro que eu vou tirar o portão!"- Pai da Camila. HAHAHAHAHA Trocou tudo.

"Eu durmo com a cabeça em cima do cabelo!"- Rafaela.

"Forró e valsa é a mesma coisa, só que mais lento."- Eu. Tenho razão.

"Meu dia ficou feliz pro resto do dia!"- Jade.

"Quero uma xícara de copo."- Palloma.

"Amanhã eu vou lá hoje."- Jade.


 "Cê tá em casa?"- Perguntei pra Jade quando liguei pro FIXO dela!! hahaha Ela respondeu: "Não. Levei uma extensão pra passeata!"

"Como faz um quatro? Ah, é! Com o olho aberto!"- Rafaela. Não pergunte, não questione.

" Sabe aquele momento em que você espirra e tem uma mini-hemorragia?!"- Rafaela enquanto estava menstruada. HAHAHA SEI BEM COMO É. MORRI-ME.

"Mim em inglês fica mim!"Eu. 

"Ixi! Pisei na bosta e tava dura!"- Jade.

Jade- Qual seu tipo de sangue?
Laís- Vermelho, meio vinho.
Jade- HAHAHAHA AI, MEU DEUS! Não consigo nem respirar!  Perguntei se era "O" positivo, negativo...

Bia (eu)- Já assistiu Barbie Butterfly?
Jade- Acho que não... Como chama?
Bia- Barbie Butterfly!!!



Lanchei na casa da Jade:
Pareço a Sam, do ICarly- só vou na casa da Jade pra comer.

Pelas minhas contas, tive uns quatro AVC.

Fizemos bolo de chocolate na casa Jade:
Depois deu ter zoado o bolo, a Jade confundiu os pratos e comeu minha fatia toda babada. (:

Divei na minha casa:

Jade me fotografou almoçando:

Esse ano eu coçei minha sobrancelha:

Esse ano, tirei foto com o espanador:

Comecei a fazer natação:

Soprei glitter pela casa toda:

Tirei fotos com a mesma cara:
Reparem! Méma cara! ↕

Passei mal de tanto comer:

Desfilei com meu irmão:

Não me pergunte de onde vem tanta fumaça...








Esse ano eu tomei sorvete:
Logo depois eu deixei a bola de sorvete cair, mas peguei no ar. Gravamos tudo, tá lá no Facebook.



Fui zika da balada:


Esse ano, registrei meu irmão fazendo cara de meme:



Esse ano eu -quase- tive diabetes:











Esse ano eu voei:

Mosquito bateu no para brisas:


High School Musical (É assim que escreve?):


Estreei o quadro Look do dia:



Esse ano, fiz muito carão:




Cortei franjinha:




Pintei a parte de baixo do cabelo de vermelho:

Assisti Em Chamas:
Resumindo: Esse ano eu comi.



Melhor foto do ano- quer dizer, de todos os anos:
Em Jardinópolis, o - aparentemente desconhecido- primo do Renato e do Leonardo- são amigos da minha família- tirou essa foto comigo. 
A tia deles disse: "Junta aí! Agora sua avó nunca mais vai poder dizer que você não tem namorada!"
Os primos dele começaram a zoar, e na hora que ela bateu ele tava nessa pose de "Fuck you! I got the girl!"   HAHAHAHAHA
Quero emoldurar.

Confira também:
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/06/natacao-pancakes-e-confusao.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/04/frases-filosofadas-facebook-e-msn.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/04/no-8-andar.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/06/we-are-golden.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/05/frases-filosofadas-parte-ii.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/07/diabetes.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/07/skateboard-flying.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/07/cake-in-jades-home.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/08/fds-em-jardinopolis.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/10/estreia-look-do-dia.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/01/franja-shopping-e-gibi.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/01/risadas-no-shopping_19.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/01/looks-dance-smile-and-live.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/02/anormais.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/02/park-do-gorilao.html
http://semacucar-porfavor.blogspot.com.br/2013/06/urban-streets.html