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segunda-feira, 2 de maio de 2016

"O Fabuloso Destino de Palloma"




 Hoje, 2/5/16, segunda feira, foi um dia singular na minha vida. Não digo que foi bom, porém foi único e diferente.
 No sábado, 30/4, você voltou para a minha vida no mesmo dia que o sol voltou depois de tanto frio e cinza. Você trouxe calor e luz para mim, assim como o sol. Voltamos a nos falar, voltamos a ser amigos.
 Não vou entrar em detalhes, mas eu queria deixar registrado para mim mesma que, na verdade, você nunca foi meu. Entrava e saía quando bem entendia, nunca permaneceu. Nunca houve constância entre nós.
 Agora você se foi- novamente- definitivamente (finalmente). Mais uma despedida; mas esta foi diferente. Senti um nó na garganta e um aperto no coração quando li aquelas palavras. Mas eu já estava esperando. Na verdade, eu estava quieta no meu canto, quando você me procurou e quis voltar a ter contato.
 Tudo bem. Todos nós cometemos erros. Eu te perdoo, assim como você me perdoo das outras vezes.
 Mais uma vez você escorre das minhas mãos. Mas agora existe consentimento mútuo de que não é para voltar.
 Eu realmente não queria dizer essas palavras, mas acho que seria melhor nunca ter te conhecido. Bom... É claro que eu perderia a chance única e maravilhosa de ter topado com alguém tão parecido comigo, capaz de saber o que estou pensando e dizer a mesma coisa que eu ao mesmo tempo. Isso é incomum e não acontece todos os dias.
 Talvez eu tenha conhecido a pessoa certa na hora errada.
 Eu estou decidida a não me permitir ficar mal como nos primeiros meses desse ano; fiquei arrasada e no fundo do poço varias vezes.
 Basta! Me decidi a não ficar triste com essa situação. Mas devo me alegrar, porque você foi sábio e tomou a melhor decisão (que eu já tinha tomado faz tempo kkk).
 Sabe... Eu já chorei tanto nos últimos meses que hoje, quando li as suas palavras, eu simplesmente não consegui chorar. Estava seca. Estava apenas sem ar.
 Mas vai passar, eu sei. Eu estava começando a superar você quando veio me cutucar. Kkk Fomos criados com a capacidade de voltar ao estado inicial; isso se chama resiliência e nos torna mais fortes.
 Este clichê é verdadeiro: o que não te mata, te fortalece. Eu não me arrependo do que aconteceu. Essa situação me ajudou a amadurecer e entender o que eu quero para meu futuro. Visto a minha couraça dura toda manhã; estas coisas nos calejam e tornam mais resistentes. Estou calejada há muito tempo.
 Já gastei 1/4 da minha vida. Farei 18 anos nesse mês. Vou tirar a carteira de motorista, arranjar um emprego, ajudar e consolar pessoas, estudar e ler muito, voltar a desenhar. Sinto falta de desenhar!
 Eu sou jovem, tenho a vida toda pela frente. Esse episódio ruim de 2016 ficará no passado. Já está no passado. A dor e a saudade vão passar. Eu não sentirei mais um aperto no peito ao ouvir seu nome em qualquer lugar. Eu não ficarei nostálgica quando alguém repetir o que eu disser na mesma hora. Eu não me importarei quando alguém se despedir de mim usando um "até logo". Eu vou me desacostumar a você. Vou superar.
 Meus pais perceberam como eu estava mal nesta tarde de segunda e tiveram a brilhante ideia de me levar a locadora. Sou viciada em filmes! Gostei muito de "O Fantástico Destino de Amelie Poulain", pois me identifiquei com a doce loucura e empatia dela pelos outros.
 A melhor coisa da noite foi que, quando o filme acabou e os créditos começaram a subir, tocou uma bela melodia em piano (que eu já conhecia porque baixei toda a maravilhosa trilha sonora do filme bem antes de te-lo locado). E enquanto subiam os créditos, eu fui tomada por uma alegria e dancei sozinha na sala escura. Girei e girei e girei até ficar tonta e cair no chão. Olhei para o teto e tudo estava rodando. Eu ri e me lembrei de quando fazia isso na infância. Quando criança, me sentia feliz e livre. Quero me sentir assim novamente.
 Como eu disse, hoje foi um dia marcante. Estou disposta e determinada a me permitir usufruir os pequenos e sutis prazeres da vida- assim como Amelie, que gosta da sensação de enfiar a mão num saco cheio de grãos. Talvez o meu prazer secreto seja girar, girar, girar.
 Eu vou buscar minha felicidade. Terei um fabuloso destino também!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Roda-gigante




- Não ouse tirar a venda!- Ordenou a garota assim que estacionou o carro.- Agora vou colocar-lhe protetores de ouvido para que não escute nada. Fique tranquilo, te guiarei. Mas tome cuidado pra não tropeçar, não poderei te alertar ao dizer "vá pra esquerda ou vá pra direita", pois não me escutará. Terá de confiar em mim.
- Tudo bem.- Consentiu educadamente o garoto.- Além de cego, me fará surdo.
 Ela deu a volta e abriu a porta do carro. Puxou-o até a entrada, comprou dois ingressos. Subiram um, dois, três degraus. Sentaram-se com cuidado. O garoto sentiu uma barra de metal gelada prender suas pernas. A garota segurou sua mão para que não tivesse medo. Subitamente o chão se moveu para trás; ele apertou com força a mão da garota. O mundo parecia se mexer para frente e para trás, em um movimento contínuo. A garota decidiu tirar os protetores de ouvido dele e disse:
- Ainda não retire a venda. Sabe onde está?
- Só você conseguiria me fazer ir ao Barco Viking. Sabe que é o brinquedo que mais tenho medo. Com os olhos vendados a sensação é ainda pior. Estou todo arrepiado e meu estômago está embrulhado. Acho que vou vomitar!- A garota também estava sentindo calafrios e borboletas no estômago, mas o motivo era outro. Ela tomou coragem, se aproximou e o beijou suavemente. Depois o garoto soube que poderia tirar a venda para olhar nos olhos dela.
- Quer namorar comigo?- Gaguejou a garota.
- Sim, quero muito.- Beijou-a alegremente.
 Ao descerem do brinquedo, a puxou e disse:
 - Sabe qual brinquedo é mais romântico do que o Barco Viking? A roda-gigante!
 Enquanto girava, o garoto procurava algo no bolso. Um papel de bala. Torceu-o e deu um nó. Pegou a mão da menina e disse que aquela seria a aliança do compromisso doce que teriam. Ela repetiu o ato.
 Depois da terceira volta, a roda parou e a cabine deles estava no topo. Contemplaram a lua enquanto sentiam o coração um do outro.

Leia também: Le Jardin Secret- Beijo doce
                        Não falta chão, falta céu
                        Aquela garota
                        Não se pode confiar no coração
                        Pessoas vazias

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Não se pode confiar no coração


 Ultimamente não estou com a mínima vontade de falar o que se passa dentro de mim, talvez porque não esteja se passando nada. Não me esforçaria pra levantar um dedinho pelos meus sentimentos. Porque, no momento, eles são vagos. Pensando bem, aí está o perigo! Não podemos deixar nada vago, vazio. Pessoas podem se apoderar desse espaço e aproveitar essa brecha pra entrar em nossos corações. Devemos sempre nos ocupar pra não deixar que besteiras tomem conta de nossos pensamentos.
 Tenho tanto a fazer. Sempre tive problema com ansiedade- isso vocês já sabem-; sempre sofri antecipadamente, como dizia minha professora de matemática. Isso me faz muito mal.
 Vivo fazendo listas e mais listas de rotinas que devo cumprir, de coisas que devo fazer, acreditando que assim conseguirei ser mais organizada, mas o fato é que essa ansiedade ressurge ás vezes.
 Preciso estudar para os cursos. Preciso estudar para a escola. Melhorar minhas notas. Editar muitas fotos. Organizar meu guarda-roupas. Organizar minha cabeça. E tolerar o sofrimento alheio.
 Nem é isso o que acaba comigo. O que me tira o folego é a situação difícil da minha família. Me preocupo constantemente com eles. Mas sei que ficarão bem. Sei que ficarão bem.
 [...]
 É maravilhoso ficar com o coração neutro. Sem se apaixonar por ninguém. Poupa muita dor e sofrimento. Fiquei quase dois anos sem perturbar o coitado que bombeia sangue para todo o meu corpo. A sensação de não sentir nada por ninguém é ótima! Foram quase dois anos livre de sofrimento. 
 Claro que acabou acontecendo. Alguém tinha que chegar e estragar meus planos. Tirar toda aquela segurança e aquela barreira que eu mesma construí em volta de mim. Pobrezinho, é passado. Tratei de fugir. Se ele não corresse, correria eu. Agora construí uma barreira ainda mais alta e forte. 
 Aprendi que não se pode confiar em corações. Portanto, mesmo com a mais alta barreira e o mais sólido cimento, ficarei atenta não apenas ás pessoas que me rodeiam, mas ás intenções do meu coração.
 Declaro á todos vocês que finalmente voltei a ser feliz. Livre de qualquer sentimento de culpa. Livre de qualquer dor. Ou qualquer coisa que me prenda a ele. Ou a qualquer outro.
 Livre de amor. (:

Tudo o que temos


Eu tenho uma casa que falta móveis e vive bagunçada – mesmo que eu passe a madrugada arrumando. Tenho um caderno de anotações na cama que me faz companhia toda noite. Quando eu penso-penso-penso e não entendo, pego a caneta, tiro a tampa com a boca e escrevo. A maior parte das coisas é bobagem. Algumas delas eu deveria tratar em terapia. O resto, meu bem, só alguém que eu ainda não conheço entenderia.

Eu tenho uma penca de amores não resolvidos e pratos para lavar. Mas acho que eu gosto um pouquinho desse sentimento de pendência que ocupa e preenche aquele velho vazio. Meus textos não seriam meus textos sem meus dramas, então, não me desfaço deles tão rápido facilmente. Lidar com a dor é algo que me faz sentir viva. Mesmo que isso quase me mate.
Eu tenho uma família linda, dentes retinhos como eu sempre quis e um monte de história para contar. Meu cabelo cresceu, eu atravessei o oceano algumas vezes e deixei de lado aquela vergonha do meu próprio corpo. Às vezes eu ainda digo bobagens e sou contraditória, guardo umas mágoas bestas, mas Deus me livre de ser sempre tão correta.
Eu tenho uma estante na sala cheia de livros que ainda não li, mas sempre que vou a livraria, não resisto, compro mais três. Acho que é porque eu gosto de saber que existem novos títulos ali, me esperando, para quando eu estiver pronta para cada um deles. Porque eles me entendem e esperam. Porque eles não vão fugir.
Eu tenho um monte de sonhos que sonhei sozinha e agora quero realizar com alguém. Tenho também um monte de emails não lidos, ligações não atendidas e coisas para resolver na rua. Coisas que só dependem de mim, mas eu ando precisando de um tempo. Porque essa pressão tem deixado meu corpo no automático e minha alma no silencioso.
Eu tenho um gaiola de costelas que protegem o meu coração. É tão frágil. Se eu estiver distraída com os fones, um ônibus pode me atropelar. Ou eu simplesmente posso atravessar a rua e me apaixonar por um cara misterioso que não dá a mínima para o que sinto. Não existe nenhuma garantia. Quando é que eu assinei esse contrato? As letras miúdas diziam que a felicidade é uma questão de ponto de vista, mas eu não sei direito se consigo alcançar.
Fonte.

domingo, 17 de junho de 2012

Nos ultimos dias eu...

 Oi, pessoas! Continuam vivas? 

 Já faz um tempinho que não posto (ninguém lê mesmo...), mas oque eu mais venho fazendo ultimamente é:
  • Ler! - Estou lendo loucamente porque quero acabar logo com o livro 3 da série Fazendo meu filme. Quando eu comprei o volume 4 eu já tinha começado a ler desde o começo da série, então preferi continuar, pra não ficar confuso. Já estou nas últimas páginas do volume 3, e louca para agarrar o último livro!!
  • Ouvindo diferentes músicas- Passei o ano passado inteiro só ouvindo Paramore, Foo Fighters, Linkin Park, Green Day- só Rock. Este ano preferi fazer diferente, estou mais eclética, ultimamente vendo ouvindo Maroon 5, Mcfly, Weezer, Sabonetes (MEU DEUS! AMO ESSA BANDA!). E isso foi bom, percebi que diferentes músicas despertam diferentes emoções. 
 E aqui vai um Top 5 com os cinco melhores clipes com os gatos mais gatos! ;D







#Morri com tanto gato junto!